Assassinos de Valter Orthmann serão julgados dia 13
No próximo dia 13 julho, na câmara Municipal de Araquari, no Norte do Estado, acontece o julgamento de Cristiani Teresinha de Oliveira, Clodoaldo Soares e Zeclir Liberato, acusados pela morte do representante comercial Valter Roberto Orthmann (50) no dia 1º de outubro 2008.
O corpo de Valter foi encontrado no início da tarde daquele mesmo dia com duas perfurações à bala jogado às margens da BR-280, entre as cidades de Guaramirim e Araquari. Ele havia saído de casa no início da manhã dirigindo um Zafira, para uma reunião de trabalho em São João Batista, onde trabalhava havia cerca de dez anos.
Como Valter não apareceu para a reunião, colegas ligaram para Brusque em busca de notícias. Caracterizado o desaparecimento, imediatamente a Polícia foi comunicada. Ainda durante a manhã do dia 1º, populares de Joinville encontraram os documentos pessoais de Walter em uma rua no bairro Nova Brasília, naquela cidade, e os entregaram à PM.
Foi quando a polícia joinvillense entrou em contato com o quartel de Brusque para comunicar o achado. O delegado Alonso Torres, que na época considerava o fato complicado e complexo, disse que as investigações concluíram que o crime teria sido premeditado e arquitetado pela esposa Cristiane Terezinha de Oliveira (43). "Os motivos seriam muitos", disse, então, Alonso. Entre eles, questões financeiras e desavenças familiares.
A polícia apurou que Valter possuía seguros de vida, dois apartamentos, carro e outros bens que não foram revelados. Acusada de ser a mandante do crime, Cristiane participou do velório de Valter e, ainda, foi à missa de 7º Dia do ex-marido.
A protagonista do mais bárbaro crime de Brusque nos últimos anos, que culminou com a morte de Valter, subestimou a própria ganância. Cristiane conviveu com Valter por 15 anos. Ele teria suportado muitas traições e separações, mas ela, ao voltar pela última vez dos braços do amante Clodoaldo, pensou apenas em ficar com o patrimônio do marido.
Ele, apaixonado pela mulher, não imaginava a trama que se armou. A esposa, que tinha bom ambiente social, carro e apartamentos na praia e na cidade, com a morte do marido queria ficar com tudo, mais o amante e o dinheiro de dois seguros de vida.
Na manhã do dia 1º de outubro, conforme acertado em muitas ligações telefônicas entre Cristiane e os matadores, o plano foi executado. Valter foi rendido por Clodoaldo e Zeclir quando se preparava para sair da garagem do prédio onde morava e foi executado com dois tiros no local onde o corpo foi encontrado.
Os delegados Rodrigo Bueno Gusso, da central de polícia de joinville, Alonso Torres, de Brusque. e Eliéser Bertinotti, de Araquari, concluíram que para a esposa Cristiane a vida do então marido valia apenas um apartamento na praia. Em depoimento à divisão de homicídios da central de Polícia de Joinville, Zeclir confessou toda a trama arquitetada por Cristiane.
Quanto ao amante Clodoaldo, na época Cristiane disse à polícia que o procurou por achar que estava grávida dele, e que soube pela imprensa do envolvimento de Clodoaldo no assassinato de Valter.


